Henrique Sanches atua na instituição SENAC, de São
José dos Campos, como professor de Analise e desenvolvimentos de Sistemas.
Entrevistado em Maio de 2015 trazendo sua percepção e experiência em ensino
para crianças com deficiência.
Entrevista:
- Com que tipo de deficiência você trabalhou?
Deficiência Visual
- Quais foram às primeiras dificuldades ao se deparar com um aluno deficiente?
A questão do material, todo o material que agente
tinha escrito ele não tinha acesso,
Tivemos que providenciar em braile. Além disso o
aluno teve que instalar programas com reconhecimento de voz, que lesse o
material para ele, esse problema foi resolvido.
- Qual foi seu primeiro pensamento ao ver um aluno deficiente? Como foi o primeiro contato?
Foi bem tranquilo, o aluno já havia passado
por outros módulos na instituição e pude ir me preparando, conversando com
outros professores que já haviam dado aula para o aluno.
Mas foi difícil, utilizamos da lousa digital para
passar a maior parte do conteúdo, com o aluno deficiente visual eu tive que
transformar em palavras o que eu mostrava.
- Como trabalhar com a ansiedade dos pais em relação à aprendizagem dos alunos com necessidades especiais?
Os pais eram bem tranquilos, vinham as
apresentações e ficavam orgulhosos e satisfeitos com o desempenho do filho.
- Você se sente preparado para trabalhar com um aluno deficiente?
Sim, principalmente com deficientes visuais.
- O que você aprendeu com essa experiência?
Muita coisa, entre elas a questão de que usamos
muito exemplos, não usamos muito as palavras para explicar as coisas, estamos
acostumados com o que as pessoas veem, falamos “Olha, aqui”, “Entra nessa
pasta”, isso mudou meu conceito, tive que mudar minha formar de ver.
- Que lição você tira disso?
De que não existe limite, não existe deficiência.
Que a deficiência é a nossa preguiça, a nossa vontade de não querer aprender as
coisa. Que se tivermos vontade não importa se você não enxerga, não ouve bem,
você consegue aprender.