sexta-feira, 22 de maio de 2015

Entrevista com Henrique Sanches


Henrique Sanches atua na instituição SENAC, de São José dos Campos, como professor de Analise e desenvolvimentos de Sistemas. Entrevistado em Maio de 2015 trazendo sua percepção e experiência em ensino para crianças com deficiência.

Entrevista:


  •  Com que tipo de deficiência você trabalhou?


Deficiência Visual


  • Quais foram às primeiras dificuldades ao se deparar com um aluno deficiente?


A questão do material, todo o material que agente tinha escrito ele não tinha acesso,
Tivemos que providenciar em braile. Além disso o aluno teve que instalar programas com reconhecimento de voz, que lesse o material para ele, esse problema foi resolvido.


  • Qual foi seu primeiro pensamento ao ver um aluno deficiente? Como foi o primeiro contato?


Foi bem  tranquilo, o aluno já havia passado por outros módulos na instituição e pude ir me preparando, conversando com outros professores que já haviam dado aula para o aluno.
Mas foi difícil, utilizamos da lousa digital para passar a maior parte do conteúdo, com o aluno deficiente visual eu tive que transformar em palavras o que eu mostrava.


  • Como trabalhar com a ansiedade dos pais em relação à aprendizagem dos alunos com necessidades especiais?



Os pais eram bem tranquilos, vinham as apresentações e ficavam orgulhosos e satisfeitos com o desempenho do filho.



  • Você se sente preparado para trabalhar com um aluno deficiente?

Sim, principalmente com deficientes visuais.



  • O que você aprendeu com essa experiência?

Muita coisa, entre elas a questão de que usamos muito exemplos, não usamos muito as palavras para explicar as coisas, estamos acostumados com o que as pessoas veem, falamos “Olha, aqui”, “Entra nessa pasta”, isso mudou meu conceito, tive que mudar minha formar de ver.


  •  Que lição você tira disso?


De que não existe limite, não existe deficiência. Que a deficiência é a nossa preguiça, a nossa vontade de não querer aprender as coisa. Que se tivermos vontade não importa se você não enxerga, não ouve bem, você consegue aprender.
 

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